Gerenciamento de arquivos no Moodle 2

Como funcionava nas versões antigas

Em versões do Moodle anteriores à 2.0 todos os arquivos no Moodle era armazenados em um diretório físico no disco conhecido como o área de “Arquivos do Curso”.
Este era o lugar onde o professor podia fazer upload dos arquivos que fazem parte do conteúdo do curso alem de incluir os arquivos enviados pelos alunos em tarefas e anexos em fórum. Esses “arquivos de atividade” eram armazenadas em uma pasta especial chamada moddata com uma certa estrutura para que os módulos mantivessem o controle de seus respectivos arquivos.

Fluxo de trabalho típico no Moodle 1.x

A área de arquivos era acessada de duas formas:

  1. Através do link “Arquivos” no bloco de administração do curso
  2. Ao incluir um recurso, no formulário de configurações

Ao publicar um arquivo como um recurso, digamos, um arquivo PDF, teríamos que:

  1. Enviá-lo para sua área de arquivos do curso
  2. Adicionar um recurso
  3. Selecione o PDF a partir dos arquivos do curso

Alunos não têm acesso direto ao ler o curso de área de arquivos. Tudo o que podiam fazer era fazer upload de arquivos em atividades do tipo envio de arquivo.

Problemas com o modelo Antigo

  • Se o arquivo original fosse excluído da área de arquivos do curso, ou renomeado, isto iria resultar em links quebrados em todos os lugares onde ele foi usado anteriormente
  • Armazenar arquivos no disco significava que seus nomes eram restritos (por exemplo, nomes de arquivo em japonês iria quebrar em alguns sistemas operacionais)
  • Todos os arquivos do curso teriam que estar legíveis por estudantes (se soubessem a URL) pois o Moodle não tinha nenhuma maneira de saber em que contexto você estava ao visualizar um arquivo (por exemplo, o mesmo arquivo pode estar em um texto HTML em um fórum e também em um recurso ). Isto significava que os arquivos armazenados na área de arquivos não eram tão secretos quanto se pensavam que era.
  • Os arquivos não podiam ser reutilizados em vários cursos – que tinham que ser enviados para cada área de arquivos de cada curso
  • Backups tinha que incluir todos os arquivos mesmo que o só contivesse uma única atividade, pois não havia como saber qual arquivo seria necessário para que essa única atividade não tivesse links quebrados
  • Imagens e outras mídias estarão visíveis para pessoas inscritas nos ambientes, mas não para outros (por exemplo, as descrições dos cursos)
  • Ao importar as atividades de um ambiente para outro, todos os arquivos eram importados, já que era impossível dizer quais arquivos seriam necessários

Arquivos no Moodle 2

No novo modelo, cada atividade e cada texto tem sua área de arquivos próprio, e os arquivos estão associados diretamente com o lugar em que é usado. Por exemplo, um arquivo anexado a uma postagem do fórum é armazenado “com” a postagem no fórum, e torna-se sujeito exatamente as mesmas restrições de acesso.
O sistema de arquivos está intimamente ligado ao sistema de repositório, e o “File Picker” torna fácil de navegar repositórios externos e internos para arquivos, e então copiá-los para Moodle. Certos repositórios também permitem linkar diretamente para seus arquivos de mídia. Uma área de arquivos privados é fornecido para cada usuário para armazenar uma coleção de arquivos para seu próprio uso. Isto é útil para estudantes, bem como professores, e facilita a re-uso da mídia em todo o site Moodle. Só você pode acessar seus próprios arquivos privados. Os “arquivos do curso” no Moodle 2.0 estão obsoletos e não estão disponível por padrão, devido aos problemas descritos acima.

Fluxo de trabalho sugerido no novo modelo

  1. Editar um texto ou atividade
  2. Use o filepicker facilmente selecionar o arquivo a partir de qualquer repositório local ou remoto

O arquivo é copiado para o Moodle e armazenados de forma segura com o texto ou atividade.

Por que é melhor?

Integridade

Se um post no fórum com arquivos anexados (imagens por exemplo) é importado para outro curso, então os arquivos se movem com ele. Qualquer um no novo curso também vai ver os arquivos. Isso torna as atividades mais portáteis e reutilizáveis.
Se duas atividades usam o mesmo arquivo e uma é eliminado, então a outra não é afetada.
Teremos menos problemas com recursos visíveis para os professores e indisponíveis para os alunos.

Segurança

Acesso aos arquivos é governado da mesma forma que os itens a eles associado, ou seja, justamente o que as pessoas esperam. Todos os arquivos são agora controlados pelas configurações na interface do Moodle, incluindo papéis e permissões.

Reutilização

Agora é fácil e rápido o reuso de arquivos no Moodle. Usando o filepicker, um arquivo recém-utilizado pode facilmente ser escolhido, ou um arquivo de qualquer curso em que o usuário tenha acesso.

Backups

Backups de atividades são pequenos e precisos, porque contem somente os arquivos necessários.

Internacionalização

Não há restrições em nomes de arquivos – até mesmo arquivos com nomes em japonês podem ser usados.

[Fonte: Traduzido e adaptado de http://docs.moodle.org/20/en/Course_files]

Grupo ATP no MoodleMoot 2011

O Grupo ATP apresentou (parte de) seu trabalho numa conferência de especialistas no AVA Moodle. Veja as nossas apresentações embaixo. Na primeira apresentação descrevemos a infraestrutura que montamos em apoios ao Redefor e a Licenciatura em ciências. Focamos na arquitetura do nosso cluster de servidores e o desenho dos ambientes criados no Moodle.

Na segunda apresentação, encabeçado pelo Helbert, descrevemos a nossa solução para o problema de administração de muitos Moodles, cada um com seus próprios plugins e temas: usar git não somente para o versionamento de código mas também para manter este código atualizado nos servidores de produção.

Tipos de Fórum no Moodle da Redefor

Antes de mais nada,  é bom definir uma terminologia. Pode ter um ou mais fóruns em cada ambiente. Um fórum consiste de vários “tópicos” e um tópico é uma sequência  de mensagens. Uma mensagem geralmente é um resposta a uma outra mensagem dentro do mesmo tópico.

No Moodle da Redefor temos adotado uma determinada política de configuração dos fóruns. Com poucas exceções estamos usando dois tipos de fórum:

  1. Um fórum do tipo “Fórum de Notícas”. Neste fórum, somente alguém no papel de tutor ou especialista pode iniciar um tópico e por padrão o cursista não pode responder (é possível mudar isto, mas se cursista deve poder responder, recomendamos usar um fórum do tipo “Geral”). É possível usar um bloco na barra lateral para mostrar os últimos posts neste fórum.
  2. Um fórum do tipo “Geral”. Este fórum é desenhado para promover discussões. Por padrão, no Moodle do Redefor cursistas não podem iniciar novos tópicos. Portanto, é essencial que o tutor “abra” (inicie um novo tópico) cada novo fórum no ambiente. O cursista poderá somente responder a tópicos abertos pelo seu tutor. Esta configuração é uma tentativa de organizar melhor as discussões, mas o Editor / DI do ambiente pode abrir uma exceção desta política em fóruns individuais.

Uma configuração e política importantíssima é a de assinatura do fórum. Para cada mensagem postado num fórum, o Moodle decide se vai mandar uma notificação no e-mail de notificações. O Editor / DI do ambiente pode determinar uma política padrão mas o usuário também pode mudar as suas preferências de notificações para cada fórum.

O Fórum é uma ferramenta extremamente flexível e pode ser adaptado para implementar várias estratégicas pedagógicas. Veja algumas funcionalidades mais avançadas do fórum:

  1. A funcionalidade “interromper” : se uma discussão virou muito longo, podem usar o botão “interromper” para transferir uma resposta (e tudo embaixo desta resposta) para um novo tópico no mesmo fórum.
  2. É possível “transferir” um tópico para um outro fórum (dentro do mesmo ambiente).
  3. Anexar arquivos: se o arquivo é uma imagem (.png, .jpg) a imagem será inserido no post
  4. Avaliação: o Fórum pode ser configurado para permitir que o tutor atribua uma nota (ou conceito, se foram usados “esscalas”) a cada post do cursista. É até possível permitir cada cursista avaliar os seus colegas! Esta avaliação por pares possibilita mais N dinâmicas pedagógicas.
  5. Cada usuário pode mudar a sua visualização do tópico. A visualização padrão “aninhada” usa indentação para mostrar qual mensagem é uma resposta a qual outra mensagem. Mas é possível por exemplo ordenar os posts cronologicamente.

Como baixar uma planilha com números USP dos seus cursistas

Quem tem permissões de edição em algum ambiente (disciplina) pode fazer o seguinte para baixar uma planilha com nomes e números USP dos inscritos neste ambiente:
  1. No ambiente, vá para Grupos (caixa de administração), clique o link.
  2. Clique na aba “Visão Geral”.
  3. ‘Scrollar” (?) para baixo, procurar o botão “Download em formato Excel”
Nesta planilha, a terceira coluna é chamada “Número de identificação”. No caso dos Moodles da USP, este campo contem o número USP.  É preciso ressaltar que esta planilha somente contem os cursistas que acessarem o ambiente pelo menos uma vez (são “inscritos” no ambiente). Ou seja, a lista pode mudar na medida que novos cursistas acessam o ambiente e são inscritos automaticamente.
Outros relatórios no Moodle também incluem o número USP (“idnumber” ou “número de identificação”): por exemplo, ao baixar (exportar) o quadro de notas ou os resultados de uma enquete este campo é incluído. Mas nestes casos, somente cursistas com notas atribuídas ou (no caso das enquetes) respondentes são incluídos na planilha.

Desfazer sobreposições no quadro de notas

Temos recebido recentemente diversos chamados de tutores referente ao quadro de notas. Na sua grande maioria as questões estão ligadas a sobreposição de notas.

Fazer uma sobreposição é, como o próprio nome diz, colocar uma nota sobre outra. Esse é um recurso bastante útil quando queremos fazer arredondamentos, por exemplo. Para sobrepor uma nota basta editar o quadro de notas, atribuir uma nota e salvar.

Eventualmente os tutores que fazem essa sobreposição de notas podem desejam desfazê-la. É disso que trata o screencast que acabamos de produzir:

Como permitir tutores corrigir e devolver trabalhos?

Veja uma pergunta que recebemos.

Qual a melhor maneira dos tutores devolverem os trabalhos dos alunos, que eles corrigiram?

A situação é comum: alunos enviam um trabalho, um relatório ou um texto qualquer e os tutores tem que dar um retorno.

  1. Se o arquivo é enviado por meio da ferramenta Tarefa /  “Envio de Arquivo Único” o único meio do tutor dar um retorno é via o campo “feedback”. É um pouco limitado.
  2. Acredito que a maneira mais simples seja usar Tarefa / “Modalidade Avançada de envio de arquivos”. Uma busca para os termos “moodle grade paper” revele dois pdfs com instruções (primeiro, segundo). Nesta ferramenta alunos podem salvar um arquivo,  “entregar” para avaliação, o tutor pode “devolver” o mesmo arquivo e o tutor pode entregar um arquivo-resposta (por exemplo, usando o arquivo do aluno com correções). Configuraria para permitir somente 1 arquivo e sem notas para deixar o interface menos confuso. Também é preciso verificar com os tutores se estão a par com a interface de avaliações (mas não prevejo problemas)
  3. Uma terceira possibilidade seria usar a ferramenta  “Diálogo”. É uma sequência de mensagens entre aluno e tutor, onde ambos podem  anexar arquivos em qualquer mensagem. Estamos usando no Redefor para apoiar as interações entre orientador e aluno nos ambientes de TCC. A vantagem é a simplicidade conceitual: é só uma serie de mensagens. Mas não está integrado com o quadro de notas, meio inviabilizando o uso na Licenciatura para esta finalidade, acredito.

Se o trabalho dos alunos deve ficar visível para mais pessoas do que somente o aluno e o tutor, vale a pena investigar o fórum (com anexos) ou o “base de dados” (pode ser configurado para permitir comentário e “aprovar”  um registro)

Opções de Revisão do questionário do Moodle

[box type=”warning”] Esse post se refere ao questionário do moodle 1.9[/box]

O questionário é, sem dúvida, um dos módulos de atividade mais complexos do Moodle. Essa complexidade fica evidente em suas configurações, particularmente as referentes ao bloco chamado “Opções de revisão”, onde basicamente se configura o que é exibido e quando.

Problemas de tradução

Observe com atenção as Opções de Revisão:

Repare na duplicidade de itens de configuração. Fica impossível distinguir a configuração “Resposta” da configuração “Resposta”!

Se você mudar seu idioma padrão para inglês e voltar ao formulário de configuração isso fica bem claro que é claramente um problema de tradução:

Olhando a versão em inglês fica claro o equívoco.

Responses e answers não têm o mesmo significado nesse contexto, apesar de “Respostas” ser uma tradução possível para ambos. A solução é alterar manualmente a tradução do moodle a fim de tornar esses termos mais claros.

Uma tradução melhor

Consultando a documentação em inglês

lê-se as seguintes definições paras as Opções de Revisão:

  • Responses: O que os alunos escreveram em cada uma das questôes.
  • Answers: A resposta correta das questões.
  • Feedback: O comentário feito específicamente para o estudante a respeito de sua resposta à questão.
  • General feedback: Comentário sobre a questão comum a todos os alunos que não depende da resposta do aluno.
  • Scores: Nota o conceito atribuído pelo professor (ou tutor) à questão.
  • Overall feedback: Comentário geral do questionário comum a todos os alunos.

Compreender essas definições, permite-nos substituir os termos padrão da tradução por termos mais elucidativos para o português:

  • Responses: Respostas do aluno.
  • Answers: Resposta correta.
  • Feedback: Comentário ao aluno.
  • General feedback: Comentário geral das questões.
  • Scores: Nota.
  • Overall feedback: Comentário geral.

Entendendo os períodos de tempo

Ainda lendo a documentação em inglês podemos entender o que significam os títulos das colunas:

  • Immediately after the attempt: Período que começa quando o aluno termina a tentativa e que termina 2 min depois.
  • Later, while the quiz is still open: Essa fase começa 2 min depois do final da tentativa do aluno e se estende até o encerramento do questionário. Se o questionário não tem data de encerramento configurada, essa fase não termina nunca.
  • After the quiz is closed: Período que se inicia com o encerramento do questionário. (Cuidado: esse período nunca se inicia em questionários sem data de encerramento.

Com base nessas informações, as traduções foram alteradas para:

  • Immediately after the attempt: Logo após a tentativa (2 min).
  • Later, while the quiz is still open: Mais tarde, enquanto ainda estiver aberto.
  • After the quiz is closed: Depois do fechamento do questionário.

Resultado final: uma interface mais fácil de usar e entender.

Se restar alguma dúvida, sintam-se a vontade para escrever seu comentário.

O caminho para Moodle 2.1

O Moodle 2.1 saiu pouco tempo atrás e precisamos começar pensar sobre a migração dos nossos Moodles.

Para Redefor2 resolvemos ficar com 1.9 porque quando estava na hora de preparar o novo ambiente o Moodle 2.1 não tinha saído ainda e avaliamos que não conseguiríamos migrar os plugins não-padrão essenciais (GApps, OU Wiki etc.)

Mas para a Licenciatura em Ciências em 2012, o Moodle do Stoa e os outros Moodles para quais damos suporte a previsão é migrar para o Moodle2.1 em breve (para valores flexíveis de “breve”). Precisamos começar se acostumar com o novo interface, aprender as novas funcionalidades, etc.

Instalamos uma instância de testes no moodle21.atp.usp.br . Está rodando o branch devel21 do nosso repositório (que por sua vez está ligado ao branch MOODLE_21_STABLE do repo git upstream). A minha ideia é que o branch devel21 vai servir de base para os nossos novos moodles. A instância moodle21.atp.usp.br por agora está aberto para cadastro via email. Quem quiser experimentar, fiquem a vontade!

Veja uma guia interessante feito pelo pessoal do Synergy Learning (clique embaixo para um png que fiz a partir do pdf deles.)

Clique para ampliar, imagem CC-BY-NC-SA de http://www.synergy-learning.com/blog/moodle/the-moodle-2-1-administration-map/

E veja também esta apresentação do Ross Mackenzie, sobre o processo de migração do Open University.

 

SSO entre Moodle e Google Apps vs IPv6

No dia 7 de junho, as 21h BRT de repente começamos ter problemas com os logins no Moodle do Redefor. As sintomas eram: atrasos muito grandes na resposta do servidor, telas brancas em http://redefor.usp.br/cursos/login/login.php, etc. Às vezes conseguíamos se logar, geralmente após um delay de 20 ou 60 segundos. Descobrimos que podíamos resolver a lentidão dos logins desligando o plugin de autenticação que veio com a integração Moodle-Google Apps desenvolvido pelo Moodlerooms.

Logo o Ettore do CCE levantou a hipótese que os problemas seriam relacionados com o “dia IPv6“. Neste dia, durante 24h a partir das 22h horário do Brasil, o Google (e outros provedores de serviços na internet) ligaram o IPv6 nos seus serviços principais. Como explica o Ars Tecnica, isto pode levar a atrasos e time-outs quando o caminho entre 2 servidores não pode ocorrer via IPv6 mais o fall-back para IPv4 não ocorre imediatamente. O Ettore ajustou o firewall entre os servidores do cluster da Redefor e o resto de mundo, mas aparentemente não resolveu completamente o problema. Somente no dia 8 de junho as 21h tudo voltou a normal.

Aprendemos uma lição sobre modos de falha inesperado e sistemas aclopados não-fracamente. Não entendo porque o plugin de SSO falhou tão desastrosamente. O plugin de autenticação é responsáveis para responder requisições SAML que os servidores do Google fazem no Moodle da Redefor (que funciona como provedor de identidade). Não há razão de contatar os servidores do Google durante o processo de login no Moodle. Vamos ter que investigar o que este plugin exatamente faz…

Como usar as Ferramentas do Moodle

Um tempo atrás traduzimos uma comparação das várias ferramentas disponíveis no Moodle. Veja como e quando usar qual ferramenta no painel (clique na imagem para abrir o pdf).

A ideia é que ligamos os objetivos pedagógicos com as ferramentas disponíveis no AVA. Por exemplo, se quiser avaliar e acompanhar a aprendizagem dos seus alunos, não conte com o “Fórum de Notícias” ou as possibilidades de disponibilizar recursos online (quadros vermelhos). Conte sim com as ferramentas “Questionário” ou “Tarefa” (quadros verdes). 

Se quiser editar ou mudar, veja o código (pptx). O painel pode ser re-distribuído e mudado sob as restrições da licença CC-BY-NC-SA. Por exemplo: alguém tem uma palavra melhor do que “Colaboratividade”…?