Como montar cursos online 1: a infraestrutura de apoio

Membros da comunidade USP podem montar seus cursos online (ou ambientes de apoio) nas plataformas que o grupo ATP ajuda administrar. Os sistemas principais são o Moodle da USP / e-Disciplinas e o Moodle de Extensão. Mas o que fazer se não tiver acesso a esta infraestrutura?

Tenho recebido frequentemente consultas de pessoas que estão querendo começar com algum tipo de ensino online. O conselho genérico que tenho dado é:

  • Pensar em termos de três tipos de atores e quatro fases.
    • Três tipos de ator vão desempenhar o papel de:
      1. administrador técnico do sistema,
      2. design instrucional e
      3. educador e especialista disciplinar.
    • É útil conceitualizar a implementação de um projeto de ensino online em 4 fases bastante sequenciais:
      1. planejamento do projeto,
      2. instalação do ambiente virtual de aprendizagem (AVA),
      3. configuração das atividades pedagógicas e colocar o material didático no AVA e
      4. ministrar o curso e manter o sistema durante o oferecimento.
  • Decidir o seu nível de autonomia ou o controle sobre o sistema que precisa exercer.
  • Planejamento e cronograma.

Vamos explicitar melhor como um projeto de ensino online funcionaria.

Atores e Papeis

Em cada fase é preciso dispor de recursos humanos que vão desempenhar três tipos de papel:

Papel 1: Técnico
Pessoas como administradores de sistema ou webdesigners. Cuidam da instalação e manutenção do AVA e os sistemas técnicos que o suportam como os servidores que hospedam o AVA, os sistemas de backup. Cuidam também da customização da aparência visual do AVA, da gestão de usuários e resolvem problemas das pessoas do papel Gestão de conteúdo.
Papel 2: Gestão de conteúdo
Pessoas que vão colocar conteúdo no AVA e estruturar o ambiente. Design Instrucional. São pessoas que de forma geral preparam o AVA para receber os alunos. Em particular, transformam material em formatos tradicionais como Microsoft Word, PowerPoints, videos, imagens, etc. etc. para formatos adequados para a Web e plataformas móveis, criam atividades para os alunos usando as ferramentas disponíveis no AVA e interagem com as pessoas da Gestão pedagógico.
Papel 3: Gestão pedagógico
Pessoas responsáveis pelo material didático e definir os processos pedagógicos. Acompanhem os alunos no AVA, corrigem tarefas, dão feedback, etc.

Fases

Na Fase 1 (planejamento): pessoas em papeis 1, 2 e 3 sentam juntos para casar metas e limitações. Podem fazer um esboço / boneco do sistema. Decidem onde e como hospedar o AVA (veja abaixo).

Durante a Fase 2 (instalação) pessoas em papeis 1 e 2 instalam o AVA (se for preciso) e implementam customizações.

Fase 3: Especialistas em Design Instrucional e Webdesign adequem material, colocam no AVA, configurem as atividades (definindo prazos, comportamento das ferramentas). Tudo é acompanhado e homologado pelos educadores do papel 3.

Fase 4: Andamento do curso. As pessoas do papel 2 fazem ajustes finas e os educadores do papel 3 agora são os principais responsáveis. Treinamento dos equipe de tutores. O apoio técnico do papel 1 talvez ajuda com cadastro das senhas, etc. e cuida dos backups, performance e estabilidade do site.

Resumindo:

TODO XXX

Hospedagem do AVA

Até poucos anos atrás somente tinha duas opções: auto-hospedagem nos servidores da própria instituição, ou pagar terceiros para hospedar o AVA nos servidores deles (veja aqui para uma comparação das vantagens e desvantagens). Com a virtualização (“cloud computing”) da infraestrutura hoje há muito mais possibilidades neste espectro. É possível, para dar somente um exemplo de muitas possibilidades, contratar uma empresa para ajudar instalar e configurar o AVA em infraestrutura que a própria instituição contrata de um outro provedor de servidores.

A decisão deve levar em conta a disponibilidade de competências técnicas dentro da instituição, o nível de autonomia que a instituição quer manter sobre o AVA e os dados gerados pelas interações mediadas pela AVA , se é possível migrar o AVA (o seu histórico) de um provedor para outro, dentro de muitas outras considerações.

Indicações

Com a ressalva que não tenho uma visão ampla ou representativa do mercado EaD, ao contrário, uma visão bastante restrito (o meu AVA é Moodle, mas existem outras possibilidades, o meu horizonte é a USP e não muito além…), posso dar algumas indicações de empresinhas e empresas aparentemente competentes e de confiança. É onde começaria pedindo informações:

  1.  Codely: serviços e hospedagem Moodle
  2. Quantica
  3. Moodle partners no Brasil, em particular o Adapta

 

 

Problema geração de PDFs em Tarefa

Tivemos que desligar temporariamente a funcionalidade que gera um PDF dentro do navegador ao lado da interface de dar nota da atividade “Tarefa”. Os problemas técnicas com esta funcionalidade estavam impedindo professores dar as notas.

Estamos investigando as causas e  esperamos que a funcionalidade voltará no ano que vem.

Ambientes para turmas de 2018

A partir de hoje ministrantes de disciplinas de graduação ou pós-graduação podem criar seus ambientes de apoio para as turmas de 2018 no Moodle da USP. Os ministrantes de turmas devem procurar pela botão verde “criar ambiente” na página inicial do Moodle:

Veja o processo:

Após a criação

Use “Importar” para copiar atividades e conteúdo de ambientes no Moodle da USP de 2017 ou antes (veja mais). Caso precisar importar conteúdo de um ambiente de outro docente, entre em contato com suporte@edisciplinas.usp.br (com os códigos do novo e velho ambiente).

Cadê os alunos?

Antes de fevereiro 18 dificilmente terá alunos matriculados nas turmas de Júpiter. Se criar o ambiente via o botão “criar ambiente”, já está tudo certo e os alunos poderão acessar seu novo ambiente na medida que são matriculados no Júpiter / Janus ou quando acessem o Moodle pela primeira vez.

Não aparece o botão “criar ambiente”?

A integração com Júpiter e Janus depende do cadastro do ministrante por parte das seções de alunos das Unidades. Verifique com sua seção se está cadastrado corretamente como ministrante (veja mais).

Indisponibilidade dos serviços da USP sexta 3/11/2017

Devido a um problema de rede elétrica e no backbone principal da USP todos os sites da USP, incluindo o Moodle da USP / e-Discplinas ficaram fora do ar sexta-feira 3/11/2017 às 16h até sábado 4/11 12h.

O serviço principal foi reestabelecido, com exceção da documentação (wiki.stoa.usp.br/ajuda:moodle/, que deve voltar em breve.

Update 6/11: o servidor de documentação  está de volta.

Novidades Moodle 3.2.5

A atualização do Moodle da USP no dia 15/9/2017 trouxe algumas melhorias:

Link para o quadro de notas

Com a atualização para Moodle 3.2, sumiu o link direto para o quadro de notas no bloco adminstração. Criamos um atalho no tema padrão:

Atalho Quadro de Notas
Atalho Quadro de Notas

Note que este botão somente aparece no contexto de um ambiente (e não na página principal, por exemplo).

Novos botões para inserir mídia

A gravação de voz e vídeo não está bem resolvido com o atual sistema. Vamos experimentar um novo sistema com interface um pouco mais simples (a maneira antiga ainda é disponível expandindo a barra de botões do editor)

Botões inserir mídia
Botões inserir mídia

Vamos testar também um botão para inserir arquivos Word (somente do tipo  .docx), mantendo a formatação. Também funciona arrastar e soltar um arquivo .docx dentro do editor Moodle.

Atualização do STACK

Estamos agora usando a versão 4.0 do tipo de questão STACK. Rodamos um script que muda o delimitador de variáveis de @ para {@ e de expressões LaTex de $ para \(. Em breve devemos atualizar o servidor de execução maxima para obter mais desempenho.

 

 

 

Atualizações e manutenções dia 28 e 29 de julho 2017

Quarta-feira dia 26 migramos Moodle para a versão 3.2. Além das novidades da nova versão do Moodle ( novidades, release notes   português), há também melhorias no processo de criação de ambientes por ministrantes das disciplinas da USP.

Atenção!

Vai haver mais uma manutenção e indisponibilidade do sistema na  madrugada de sexta dia 28 para a manhã de sábado.  A razão é uma operação longa no base de dados que vai otimizar uma tabela importante e deixar o sistema mais rápido.

Atualização 29/07/2017, 13h00: a manutenção da base demorou um pouco mais que o esperado, mas foi bem sucedido.

Melhorias na criação de novos ambientes no Moodle da USP

Desde quinta-feira 20/07/2017 a interface de criação dos ambientes de apoio às disciplinas da USP no Moodle da USP mudou um pouco. As principais mudanças:

  1. Agora a junção de várias turmas num único ambiente é configurada durante a  criação do ambiente. Docentes podem incluir outras turmas (e os colegas ministrantes) na hora de criar o ambiente, um interface bem mais intuitivo do que o processo anterior.
  2. A configuração onde o docente escolha abrir ou não seu ambiente para visitantes (e Google) ficou mais evidente.

Veja o processo novo em algumas capturas de tela:

Passo 1: acessar página principal do Moodle

Note que a possibilidade de criar ambientes somente aparece para quem foi cadastrado no Júpiter/Janus como ministrante de uma turma do ano corrente ( e não para o “coordenador” de uma disciplina, por exemplo).

Para docentes ministrando turmas (conforme cadastrado no Júpiter/Janus pela seção de graduação ou pós) aparece na página principal do Moodle um botão verde "criar ambiente".
Para docentes ministrando turmas (conforme cadastrado no Júpiter/Janus pela seção de graduação ou pós) aparece na página principal do Moodle um botão verde “criar ambiente”.

Passo 2: configurações básicas

Uma confusão recorrente era o acesso por “visitantes” dos materiais disponibilizados e a visibilidade do ambiente nos índices do Google. Por padrão este acesso é liberado, mas agora a opção de fechar seu ambiente fica mais óbvio para o ministrante.

Após clicar "criar ambiente", o docente define, junto com informações básicas do ambiente, se o material didático disponibilizado pode ser acessado por pessoas fora da USP ou somente para os alunos matriculados.
Após clicar “criar ambiente”, o docente define, junto com informações básicas do ambiente, se o material didático disponibilizado pode ser acessado por pessoas fora da USP ou somente para os alunos matriculados.

Passo 3: escolher a turmas

Anteriormente, a junção de outras turmas da mesma disciplina (algo que recomendamos fortemente por simplificar muito a manutenção do ambiente) era um processo com vários passos. Agora o ministrante de qualquer turma pode facilmente acrescentar outras turmas (e colegas) no ambiente sendo criado.

Qualquer docente ministrante de qualquer turma pode juntar os alunos e colegas de outras turmas da mesma disciplina. É essencial de coordenar isso com os outros membros da equipe.
Qualquer docente ministrante de qualquer turma pode juntar os alunos e colegas de outras turmas da mesma disciplina. É essencial de coordenar isso com os outros membros da equipe.

Passo 4: verificar inscrições

Juntando turmas cria “grupos” no Moodle, o que possibilita mandar mensagens somente para uma turma, restringir o acesso de recursos ou atividades por turma, etc. Veja mais sobre “Grupos” no Moodle aqui.

Opcionalmente, verifique que as inscrições dos alunos foram efetuadas corretamente, clicando em Usuários / Grupos
Opcionalmente, verifique que as inscrições dos alunos foram efetuadas corretamente, clicando em Usuários / Grupos

O processo inteiro:

A inscrição dos alunos demora até 5 minutos para turmas grandes de 900 alunos.

Créditos

Este trabalho foi possível pela ajuda do PRG na manutenção do Moodle da USP / E-Disciplinas e implementado pelo Codely e o grupo ATP. A operacionalização (“deploy”) é feito pelo setor InterNuvem do STI.