Indisponibilidade dos serviços da USP sexta 3/11/2017

Devido a um problema de rede elétrica e no backbone principal da USP todos os sites da USP, incluindo o Moodle da USP / e-Discplinas ficaram fora do ar sexta-feira 3/11/2017 às 16h até sábado 4/11 12h.

O serviço principal foi reestabelecido, com exceção da documentação (wiki.stoa.usp.br/ajuda:moodle/, que deve voltar em breve.

Update 6/11: o servidor de documentação  está de volta.

Novidades Moodle 3.2.5

A atualização do Moodle da USP no dia 15/9/2017 trouxe algumas melhorias:

Link para o quadro de notas

Com a atualização para Moodle 3.2, sumiu o link direto para o quadro de notas no bloco adminstração. Criamos um atalho no tema padrão:

Atalho Quadro de Notas
Atalho Quadro de Notas

Note que este botão somente aparece no contexto de um ambiente (e não na página principal, por exemplo).

Novos botões para inserir mídia

A gravação de voz e vídeo não está bem resolvido com o atual sistema. Vamos experimentar um novo sistema com interface um pouco mais simples (a maneira antiga ainda é disponível expandindo a barra de botões do editor)

Botões inserir mídia
Botões inserir mídia

Vamos testar também um botão para inserir arquivos Word (somente do tipo  .docx), mantendo a formatação. Também funciona arrastar e soltar um arquivo .docx dentro do editor Moodle.

Atualização do STACK

Estamos agora usando a versão 4.0 do tipo de questão STACK. Rodamos um script que muda o delimitador de variáveis de @ para {@ e de expressões LaTex de $ para \(. Em breve devemos atualizar o servidor de execução maxima para obter mais desempenho.

 

 

 

Atualizações e manutenções dia 28 e 29 de julho 2017

Quarta-feira dia 26 migramos Moodle para a versão 3.2. Além das novidades da nova versão do Moodle ( novidades, release notes   português), há também melhorias no processo de criação de ambientes por ministrantes das disciplinas da USP.

Atenção!

Vai haver mais uma manutenção e indisponibilidade do sistema na  madrugada de sexta dia 28 para a manhã de sábado.  A razão é uma operação longa no base de dados que vai otimizar uma tabela importante e deixar o sistema mais rápido.

Atualização 29/07/2017, 13h00: a manutenção da base demorou um pouco mais que o esperado, mas foi bem sucedido.

Melhorias na criação de novos ambientes no Moodle da USP

Desde quinta-feira 20/07/2017 a interface de criação dos ambientes de apoio às disciplinas da USP no Moodle da USP mudou um pouco. As principais mudanças:

  1. Agora a junção de várias turmas num único ambiente é configurada durante a  criação do ambiente. Docentes podem incluir outras turmas (e os colegas ministrantes) na hora de criar o ambiente, um interface bem mais intuitivo do que o processo anterior.
  2. A configuração onde o docente escolha abrir ou não seu ambiente para visitantes (e Google) ficou mais evidente.

Veja o processo novo em algumas capturas de tela:

Passo 1: acessar página principal do Moodle

Note que a possibilidade de criar ambientes somente aparece para quem foi cadastrado no Júpiter/Janus como ministrante de uma turma do ano corrente ( e não para o “coordenador” de uma disciplina, por exemplo).

Para docentes ministrando turmas (conforme cadastrado no Júpiter/Janus pela seção de graduação ou pós) aparece na página principal do Moodle um botão verde "criar ambiente".
Para docentes ministrando turmas (conforme cadastrado no Júpiter/Janus pela seção de graduação ou pós) aparece na página principal do Moodle um botão verde “criar ambiente”.

Passo 2: configurações básicas

Uma confusão recorrente era o acesso por “visitantes” dos materiais disponibilizados e a visibilidade do ambiente nos índices do Google. Por padrão este acesso é liberado, mas agora a opção de fechar seu ambiente fica mais óbvio para o ministrante.

Após clicar "criar ambiente", o docente define, junto com informações básicas do ambiente, se o material didático disponibilizado pode ser acessado por pessoas fora da USP ou somente para os alunos matriculados.
Após clicar “criar ambiente”, o docente define, junto com informações básicas do ambiente, se o material didático disponibilizado pode ser acessado por pessoas fora da USP ou somente para os alunos matriculados.

Passo 3: escolher a turmas

Anteriormente, a junção de outras turmas da mesma disciplina (algo que recomendamos fortemente por simplificar muito a manutenção do ambiente) era um processo com vários passos. Agora o ministrante de qualquer turma pode facilmente acrescentar outras turmas (e colegas) no ambiente sendo criado.

Qualquer docente ministrante de qualquer turma pode juntar os alunos e colegas de outras turmas da mesma disciplina. É essencial de coordenar isso com os outros membros da equipe.
Qualquer docente ministrante de qualquer turma pode juntar os alunos e colegas de outras turmas da mesma disciplina. É essencial de coordenar isso com os outros membros da equipe.

Passo 4: verificar inscrições

Juntando turmas cria “grupos” no Moodle, o que possibilita mandar mensagens somente para uma turma, restringir o acesso de recursos ou atividades por turma, etc. Veja mais sobre “Grupos” no Moodle aqui.

Opcionalmente, verifique que as inscrições dos alunos foram efetuadas corretamente, clicando em Usuários / Grupos
Opcionalmente, verifique que as inscrições dos alunos foram efetuadas corretamente, clicando em Usuários / Grupos

O processo inteiro:

A inscrição dos alunos demora até 5 minutos para turmas grandes de 900 alunos.

Créditos

Este trabalho foi possível pela ajuda do PRG na manutenção do Moodle da USP / E-Disciplinas e implementado pelo Codely e o grupo ATP. A operacionalização (“deploy”) é feito pelo setor InterNuvem do STI.

Novidades no Moodle da USP (maio 2017)

Hoje dia 11/05/2017 atualizamos o Moodle da USP. Além das necessárias atualizações de segurança, há algumas novas funcionalidades também.

Melhorias na gravação online de vídeo


Como percebemos na pesquisa entre os alunos da licenciatura fazendo a disciplina de Libras, há uma demanda para alunos poder gravar e entregar seus vídeos diretamente via o browser (e sem depender do Youtube). Mas o sistema que oferecemos (Poodll) tem ainda problemas de usabilidade. Nesta atualização trouxemos melhorias do plugin que deve resolver um dos maiores problemas: após gravar o vídeo aparecia o temido cachorrinho e mesmo após recarregar a página, muitas vezes não ficava claro se a gravação e o envio do vídeo foi bem sucedido ou não.


Com a atualização desta quinta-feira esperamos que resolvemos este problema: agora o browser checa de 15 em 15 segundos se a conversão e envio para o Moodle do vídeo já aconteceu e o carrega automaticamente.

Tecnicamente, o que acontece quando o vídeo é gravado usando o webcam do notebook ou desktop (o usuário deve usar o botão “gravar vídeo” no editor do Moodle) é que após a gravação o vídeo é enviado para um serviço de conversão de vídeos para padronizar o formato. Enquanto isso, o player do navegador mostra o vídeo “Poodll is converting…etc.”. Com a atualização de hoje, o player usa Ajax para checar de 15 em 15 segundo se o vídeo já foi transferido do serviço de transcoding para o Moodle da USP e se sim, mostra o vídeo imediatamente.

Para começar usar esta nova funcionalidade no seu ambiente, é preciso usar um um player de vídeo do Poodll. No contexto do seu curso (ou atividade),

  1. configure o filtro Poodll para tomar conta de .mp4
  2. des-habilite o filtro multimedia

 

Novo formato de curso “Botões”

Experimente: vá para “Editar configurações” do seu ambiente e escolhe na seção “Formato de curso” , formato de curso com botões.

Dica: se tiver muitos recursos ou atividades a seção “0” (a primeira seção), é melhor mover para a seção 1, porque este formato insiste em deixar a seção 0 sempre visível. Veja mais informações.

O uso deste novo formato foi uma sugestão do Prof. Waldemar Coelho Hachich  da Poli.

Novo tipo de Conteúdo Interativo.

Instalamos uma maneira de criar e veicular facilmente conteúdo do tipo H5P, conteúdo interativo e multiplataforma (funciona em qualquer browser ou plataformas móveis). Veja um exemplo

O tipo de conteúdo demonstrado acima, vídeo interativo, é um dos mais interessantes. Permite configurar uma “camada por cima” de um vídeo (um mp4 subido no Moodle, ou um vídeo no Youtube) com questões, pausas com caixas informativas, links para outros sites ou recursos, etc.

Para começar usar, por agora ainda é preciso que um docente ou monitor se auto-promova para o papel “Docente Avançado”. Fazemos isso para não poluir demais a interface de “adicionar atividades e recursos”.

A integração desta nova funcionalidade ao Moodle da USP é fruto de uma projeto feito em colaboração do grupo PoliAberta, do Prof. Seabra da Poli e apoiado pela Pró-Reitoria de Graduação por meio do edital  PRG-SANTANDER UNIVERSIDADES GRANDES TEMAS 2016. 

Investigação sobre o envio de vídeo pelos alunos da disciplina “Libras” da USP

Resumo

Perguntamos aos alunos da disciplina Libras como gravaram seus exercícios em vídeo, como enviaram para a plataforma e quais eram as maiores dificuldades. Confirmamos a nossa hipótese que é essencial disponibilizar uma alternativa ao Youtube (embora que aproximadamente dois terços dos respondentes usa Youtube e diz não ter problema com isso). A ferramenta atual do Moodle que permite gravação e envio a partir do próprio browser precisa ser aprimorada. Uma outra sugestão é disponibilizar um local na USP com condições boas de gravar e enviar os vídeos.

(03/07/17: veja o painel que foi apresentado no 3o congresso de graduação da USP)

Apresentação

A disciplina Língua Brasileira de Sinais (FLL1024) é oferecida para os alunos das licenciaturas do FFLCH da USP na modalidade online. Os processos pedagógicos incluem videoaulas, leitura de textos, avaliações do tipo teste e envio de tarefas. Há 2 professores e 4 tutores mediando os processos. A parte online da disciplina é hospedado no Moodle da USP, o sistema E-Disciplinas, veja o ambiente de apoio ao oferecimento de 2017.1

Uma das atividades principais é a de “Produção em Libras”, onde os participantes devem gravar e enviar um vídeo curto de uma frase sinalizada em Libras. O envio de material audiovisual (vídeo em particular) é cada vez mais comum na Web em nossa volta, mas ainda continua sendo um desafio para instituições de ensino oferecer essa possibilidade com qualidade. Há vários desafios técnicos e pedagógicos, entre eles os relacionados com acesso à internet confiável, capacidade de guardar o volume de dados e resguardar a privacidade dos alunos.

Estamos interessados em investigar e amenizar as barreiras e dificuldades que nossos alunos enfrentem na hora de gravar e enviar seus vídeos. Como parte desta pesquisa aplicamos na terceira semana da disciplina uma pequena enquete com perguntas que visam responder as seguintes questões:

  • Todos os alunos têm acesso a um aparelho de gravação de vídeo?
  • Todos os alunos tem conseguem enviar seu vídeo usando a internet  de casa ou na USP?
  • Quais são as maiores barreiras técnicas e ou cognitivas de gravação e envio de vídeos e como podem ser amenizadas?
  • Os costumes, habilidades ou maneiras de interagir com tecnologias online dos alunos influenciam, ajudam ou interfiram  nos objetivos pedagógicos da disciplina?

Resultados

Vejam  alguns resultados preliminares. Mas antes de mais nada é preciso destacar uma grande ressalva: a amostra dos respondentes sofre um óbvio viés de seleção no sentido que é mais provável que os que responderam a enquete sejam os alunos em média mais ativos, com mais facilidade de usar a plataforma, que conseguiram vencer as primeiras barreiras e continuem participando na semana 3.

Abrimos a pesquisa domingo dia 10/04 e estes são resultados tabulados no dia 17/10. Responderam 143 alunos. O universo consiste de

  • 616 pessoas inscritos (isso inclui pendentes que acabaram não sendo matriculados)
  • 468 matriculados no Júpiter
  • 460 pessoas que acessaram  o ambiente pela menos uma vez nos últimos 30 dias
  • 356 pessoas que acessaram  o ambiente pela menos uma vez nos últimos 10 dias
  • 343 pessoas que enviaram o sumário do videoaula  da semana 1
  • 335 pessoas que enviaram um vídeo na semana 1
  • 257 pessoas que enviaram um vídeo na semana 3

O seja, a taxa de resposta com a enquete uma semana aberta é algo entre e 143/460 = 31% e 143/356 = 40%.

Dos 143 respondentes, somente 10 disseram que não conseguiram enviar um vídeo. É precário tirar conclusões de uma amostra tão pequena mas a metade mencionou “Sem acesso a um aparelho para gravar vídeo” ou “Sem acesso suficiente à internet” como razão técnica. “Estava sem tempo” era mencionada por 7 dos 10 e “Não queria me expor dessa maneira” por 4.

Quais são as condições de computação dos respondentes?

A grande maioria dos 143 respondentes tem acesso a um smartphone ou notebook:

e acessam a internet sobretudo de casa:

A grande maioria dos que conseguiram gravar e enviar um vídeo à plataforma (133) usaram um celular ou webcam para gravar:

 

Uma vez gravado um número quase igual enviaram o arquivo para a plataforma diretamente, ou subiram para Youtube e mandaram o link. Talvez houve uma ambiguidade na formulação da questão aqui: para enviar um vídeo hospedado no Youtube era recomendado criar um link no ambiente online, e é possível que alguns respondentes que usaram Youtube escolheram a opção “Usando os botões ‘link’ ou ‘mídia'”, que era para indicar a escolha por um método sem Youtube.

(atualização 18/04)

Certamente houve uma ambiguidade nesta questão. Acabo de analisar a forma que os vídeos foram enviados nas primeiras 3 semanas e temos que aproximadamente 2/3 dos alunos usam Youtube, 1/6 usam o sistema de gravação dentro do browser (Poodll) e 1/6 sobe um arquivo .mp4 que produziram de alguma forma.

Semana 1 Semana 2 Semana 3
poodll 68 47 35
upload 60 66 55
youtube 207 201 167

(atualização 03/07/2017)

No final de semestre contabilizamos a quantidade e tipo de envio para as 10 semanas do curso. Veja o resultado abaixo. A pequena melhoria no interface do Poodll na 6a semana surtiu um certo efeito, mas uma avaliação provisória do plugin mostra que ainda há muito trabalho a ser feito para que esta interface vira uma alternativa competitiva ao Youtube.

Barreiras e Preocupações

Perguntamos avaliar o nível de preocupação em relação a alguns aspectos do processo de gravação e envio de vídeos. É muito interessante perceber que quase metade dos respondentes relata um certo grau de anseio de se expor por meio de vídeo ou sinta algum grau de risco para sua privacidade. Este resultado justifica o investimento por parte da instituição na disponibilização de ferramentas de envio de vídeo que são seguros, fácil de usar e independentes do Youtube (onde o vídeo sempre está sujeito a algum tipo de vigilância e deve ficar semi-público para poder ser visto pelos tutores ou professor).

A melhoria que pode ser mais fácil implementado, melhorar os manuais e instruções são visto como menos necessário, mas ainda assim podem ajudar uma fração dos respondentes. Baseado nas outras respostas uma das intervenções mais eficazes poderia ser disponibilizar um espaço seguro na USP, talvez com equipamentos ou talvez somente com um ambiente controlado, onde alunos podem gravar tranquilamente seus vídeos.

Finalmente, destaco algumas contribuições que chamaram mais atenção

“Meu celular é extremamente precário e tive que preocupar mais com ele do que com o exercício em si. ”

“Ter um local, na universidade, para a gravação do vídeo para quem não tem acesso a câmeras ou internet!”

“Ter um primeiro encontro pessoal para as orientações.”

“O próprio moodle deveria fornecer essa ferramenta sem confundir e complicar”

“Gostaria de enviá-los diretamente para o moodle, sem ter de passar pelo youtube.”

“Enviar um vídeo pelo YouTube é relativamente simples, mas achar um local iluminado para gravar o vídeo foi (e está sendo) muito difícil. Conseguir achar um suporte físico para pôr o celular/câmera/webcam na posição ideal também causa problemas.”

Conclusão

Precisamos investir em

  • deixar a ferramenta que permite gravar e/ou enviar o vídeo diretamente a partir do Moodle (seja via note+webcam ou celular) mais fácil de usar;
  • preparar instruções e dicas práticas (suporte do celular, iluminação,  etc.)
  • pensar sobre a possibilidade de disponibilizar para gravação algum local controlado, com iluminação boa e com acesso bom à internet.

Porque não usar Facebook para fins educacionais?

Um colega me escreveu pedindo formular uma resposta sucinta a professores que dizem preferir Facebook ao Moodle para mediar as interações com seus alunos.

A favor

Como alguém que desde 2006 advoga pelo uso de tecnologia de redes sociais na universidade é claro que vejo muitas vantagens potenciais:

  • Um AVA como Moodle favorece a criação de ambientes online centrados no professor e no conteúdo, como em salas de aulas tradicionais, enquanto redes sociais podem favorecer metodologias dialógicas e promover autonomia dos alunos
  • No caso do Facebook, é perfeitamente válido assumir que todos os seus alunos já tem conta, conhecem bem a tecnologia e que isso vai diminuir a fricção da tecnologia, deixando tempo e energia livre para fazer o que importa, ensinar e aprender.
  • Empresas como Google e Facebook conseguem investir bilhões de dólares em engenharia de software. O sistema sempre vai estar disponível, vai funcionar muito bem e a experiência do usuário vai ser o mais agradável possível.

Contra

Mesmo sem negar as possibilidades positivas que tecnologia de redes sociais oferece na área de educação, é possível apontar vários riscos destas tecnologias e no uso do Facebook em particular.

  • Riscos para a privacidade e segurança informacional dos nossos alunos. Facebook é um dos mais importantes expoentes do chamado “capitalismo de vigilância”, um novo modelo de negócios que depende da criação e comercialização de perfis de pessoas. Pedir alunos se submeter a esse vigilância para participar das suas atividades didáticas é especialmente arriscado no Brasil, onde não há nenhuma lei de proteção de dados pessoais e empresas do tipo Facebook, Google e outros tem liberdade total de fazer o que querem com os dados gerados pelos seus usuários.
  • Pedir um aluno usar sua conta pessoal para participar num contexto educacional é problemático. Todos nós criam identidades ou se comportam diferentes dependendo do contexto social. Em sala de aula, pedimos nossos alunos se comportar de forma “acadêmica” e adotar uma postura diferente do que em outros contextos sociais. Há um risco grande quando uma mesma conta de mídia social é usado para contextos sociais tão distintos.
  • Facebook pode permitir a criação de ambientes educacionais, mas não é desenhado para tal. Empresas de mídia social como Facebook e outros otimizam para “engajamento” e o software reflete as necessidade de criar perfis comportamentais e psicológicos que podem ser usado para entregar propagandas personalizadas. Um problema relacionado é que organização do ambiente ou o acesso à história das interações podem não atender às necessidades do educador.

Do ponto de vista da instituição também há o problema da terceirização de uma atividade fim. Criar espaços educacionais, sejam online ou não, é o que uma universidade faz e é sua razão de ser. Parcerias com empresas de tecnologia podem ser justificadas, mas é preciso considerar a seguinte problemática.

  • Há o o risco de atrofiar a capacidade de universidade fazer gestão dos seus próprios espaços educacionais e assim prejudicar ela mesma inovar na área de tecnologia educacional.
  • Se as interações entre educadores, alunos, material e atividades didáticas são mediados em plataformas fora do controle da universidade, isso geralmente significa, além de não poder garantir a privacidade como mencionado acima, que o pessoal e pesquisadores da universidade  não terão acesso, poder arquivar ou analisar os dados gerados pelas interações dos alunos com estas plataformas. Isso vai prejudicar a capacidade de fazer pesquisa na área das ciências de aprendizagem e criar sistemas que fazem uso educacional destes dados. A falta de transparência e impossibilidade de resgatar o histórico das interações também deve ser considerado um risco para o gestor da instituição.